Adeus definitivo? Não sei. :) Mas, escrever sobre moda/beleza/afins não é mais meu foco. Agora. Cresci. Cresci junto com o blog e jamais esquecerei disto. Até quando, na minha primeira publicação de jornal, ainda nerdinha, ele foi citado. Quando eu era a garota tímida, que as pessoas da escola zoavam e passaram a respeitar mais depois.
Agradeço imensamente aos leitores, marcas e afins que acreditaram no blog. Foi um dos meus primeiros projetos na internet, e que com certeza me fez conhecer pessoas incríveis e chegar até onde estou hoje, que seria egocêntrico da minha parte dizer que é um grande lugar, mas com certeza não é algo normal para uma garota de 15 anos, e muito menos algo que eu esperava. Sim, eu me surpreendo com tudo isso e reconheço o valor. E com certeza guardarei pra sempre na minha memória.
Porém, acho que hoje, moda e beleza pra mim são algo para pessoas reais. Que usam sombra como blush quando não o tem por perto, passam sombra com o dedo na pressa, que pegam sapatos emprestados da amiga, que fazem comprinha baratinha no Brás, na 25. E que mostram isso na internet: a vida real. Porque os blogs são isso. Porque os blogs nasceram assim e não eram esse boom todo que é hoje quando eu comecei. Quando vários blogueiros bem mais velhos que eu começaram. Os blogs não deveriam cair nessa coisa da internet, que é enaltecer apenas os pontos positivos e principais de uma pessoa. Criar um blog pra mim se tornou mais que um hobby.
Hoje, escrevo pela necessidade de expressar o que eu sinto. E como qualquer pessoa real, tenho meus defeitos, sonhos e decepções. Não estou dizendo que alguém tem de ser negativo ou estressado. Até porque, escrever sobre a tristeza, é fácil. Expressar sua felicidade, é complicado. Mas, não tenho mais o feeling que eu tinha aos 12 de ter vontade de falar sobre beleza sempre. Hoje, eu ando de metrô, eu ando sozinha e sei o quanto é complicado para uma pessoa normal sair de saia, salto, toda maquiada... ou o quanto nem sempre sobra aquele dinheirinho pra comprar aquela coisa tendência. E se um dia, eu servisse de inspiração pra alguém, não queria que fosse pelas roupas que eu uso ou as coisas que eu compro. E sim, como penso.
E é isso que eu decidi: quero trabalhar com algo que ajude pessoas. Que as faça acreditar que o amor é mais do que costuma parecer. Que beleza, apesar de importante, apesar de levantar a auto estima e nos ajudar, é algo secundário, não é tudo. Nenhuma pessoa normal usa 50 batons. Mas qualquer pessoa lê cinquenta livros e é isso que as vai mudar realmente. Sim, como mulher eu amo moda e beleza, mas há outras mil coisas no mundo que agora crescida, passei a me preocupar mais agora.
Vocês podem me encontrar agora no CORRÃO PRAS COLUNAS e no ANDANDO POR SP


